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O castelo encantado por Cláudia Bolsonaro

O castelo encantado por Cláudia Bolsonaro

Era uma vez um menino...

O castelo encantado

 

Era uma vez um menino que se perdeu em uma floresta.

Esta floresta ficava perto do lugar onde João, esse era seu nome, morava.

João começou a caminhar bem devagarzinho observando as enormes árvores que se formavam a sua frente.

Ele notou que as árvores tinham as copas muito fechadas, os galhos se abriam para todos os lados, para baixo, para os lados e para cima.

João precisou se arrastar como uma cobra para conseguir passar pelas árvores, quando chegou do outro lado, apareceu na sua frente um leão, esse leão parecia que estava com algum encanto, pois ele abria sua bocarra, rugia, mas seus olhos estavam vidrados.

João pensou:  como sairei dessa?

Então teve a brilhante idéia de subir em uma das árvores para escapar do leão, mas ao subir na árvore deparou-se com uma imensa águia que abria suas asas e olhava fixamente para João, também parecia que a águia estava encantada, pois seu olhar também parecia vidrado.

João novamente pensou em como poderia sair dessa?

Após refletir um tempo João resolveu pular de galho em galho de uma árvore para outra como se fosse um macaco dependurando-se nos galhos das árvores, até que ao perceber que estava longe da águia e do leão, João desceu das árvores.

Ao chegar ao chão João percebeu um estreito caminho, quase encoberto pela vegetação, resolveu segui-lo.

Andou bastante, já estava bem cansado quando se deparou com uma pequena casinha, bem pequenina mesmo, ao se aproximar viu dentro desta casinha dois duendes que dormiam a sono solto, eles pareciam que estavam encantados também.

João resolveu que pularia a casinha, e assim fez, mas ao pular a casinha surgiu a sua frente um imenso castelo, todo rodeado de flores, jardins, colunas era muito bonito, João não sabia se aproximava ou não do castelo, resolveu que iria entrar, pois o castelo parecia abandonado, não se via ninguém por perto.

Ao abrir a imensa porta do castelo, foi andando bem devagar, olhava para um lado e não via ninguém, olhava para o outro e a mesma coisa, não aparecia ninguém, então ele pensou: será que todos foram embora?

De repente notou uma porta entreaberta no final de um imenso corredor, dessa porta refletia uma luz como se fosse um Sol que refletia seus raios dourados pela porta, João foi andando bem devagar até esta porta e ao chegar lá, empurrou a porta e olhou para ver de onde vinha aquela luz que se parecia com os raios de Sol, qual não foi sua surpresa ao ver sentado em suas poltronas adormecidos o rei a rainha e uma linda moça que deveria ser a princesa, filha do rei e da rainha.

João aproximou-se dos três e observou que dormiam, suas cabeças estavam penduradas para os lados, suas coroas estavam em suas cabeças, mas eles não acordaram quando João os chamou, chacoalhou, gritou, pareciam que estavam encantados, então ele pensou o que fazer para acordá-los?

Lembrou-se de seu pai que sempre meditava nos momentos em que precisava se acalmar ou tomar alguma decisão importante e como João também meditava, resolveu se sentar na postura da meditação e ficar bem quietinho até que sua mente lhe apresenta-se alguma solução.

Em sua mente surgiu então à resposta que ele precisava, seus pensamentos estavam mais tranqüilos, logo ele conseguiu achar a solução:

Nesse momento pedi para meu aluno (Newton) se sentar na postura da meditação e tentar achar a resposta para a questão apresentada, então após algum tempo ele me disse:

Já sei, existe atrás das poltronas um cálice com um líquido que deverá seu colocado devagar sobre as coroas do rei, da rainha e da princesa para que eles acordem;

Então pedi a ele que depositasse esse líquido sobre as coroas, e eu fiz a postura do rei da rainha e princesa com a coroa sobre a cabeça.

Então os três acordaram, e o rei ao perceber João ali, pediu que lhe contasse o que tinha acontecido, ao ficar sabendo do ocorrido o rei resolveu ofereceu a ele um presente.

O rei lhe disse: - Vou lhe dar três opções para que você escolha uma delas:

 - A primeira é casar-se com minha filha e tornar-se um príncipe;

- A segunda é lhe darei muitas moedas de ouro, o suficiente para que você viva o resto de sua vida muito rico;

- A terceira é tornar-se meu conselheiro e braço direito, vivendo aqui no castelo e nos ensinando como meditar.

João após muito pensar resolveu que aceitaria o terceiro presente, e o rei muito feliz foi lhe felicitar.

Mas sabem de uma coisa ficou faltando um detalhe nessa história, vocês sabem o porquê de estarem todos encantados?  Então João foi perguntar para o rei o que tinha acontecido e assim o rei falou:

 -Existia há muito tempo atrás nesse castelo uma bruxa que apesar de ser bruxa nunca nos deu nenhuma preocupação, pois sempre me respeitou, mas ela era muito invejosa, ela tinha inveja de nossa felicidade, quando nossa filha nasceu parece que sua inveja cresceu, era vista pelos cantos a observar nossa linda menina, então um dia sem que ninguém esperasse ela surgiu e jogou esse encanto que se perdura por cem anos, ela nos adormeceu.

E sabem o que aconteceu com a bruxa?

Ela de tanto invejar não fez amigos, não se casou e resolveu ir embora, pois após ter jogado o encanto em todos, ela não tinha mais o que invejar.

 

Aqui pode-se conversar sobre amizade, inveja, etc....

 

Obrigada professor João por sua atenção, o nome do personagem dessa história é uma homenagem a você.

Claudia Bolsonaro F. Lima

 

 

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