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| Montando uma aula a partir da história |
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Nossa história fala a respeito de um canguru. Antes de contá-la, você pode conversar sobre esse animal com as crianças. Perguntar - por exemplo - se eles já viram algum, se sabem o país onde mora, o que ele come, onde ele dorme quando ainda é filhote... Enfim, explorar as particularidades deste lindo animal.
É interessante que você leia algumas vezes a história antes de contá-la, para que possa dar mais dramaticidade, explorar seus vários elementos e integrar as posturas ao final de cada trecho.
Cabe ressaltar que estas são apenas dicas iniciais e que o professor interessado pode explorar outras discussões sobre diferenças, aceitação ou qualquer outra possibilidade que relacione a história com a realidade de seu grupo.
Um desenho sobre a história é também uma forma de materializar a força do imaginário em ação.
Boa sorte! |
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O canguru Arthur |
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Era uma vez um canguru chamado Arthur.
Um dia, sabe-se lá porque, desejou ser o que não era.
Quis virar fera e pôs-se a rugir como o Leão 1. Postura do leão. |
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E toda a bicharada caiu na maior gozação! 2- Todos rindo, movimentando os ombros para baixo e para cima. Peça para as crianças exercitarem a risoterapia, olhando para os lados, rindo para os colegas da turma. |
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Chateado, Artur quis mudar de cor como o camaleão. 3- Postura do golfinho, com movimentos na inspiração e na expiração, como o golfinho mergulhando. |
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Mas, o máximo que conseguiu, foi ficar vermelho de raiva! 4- Sentado sobre as pernas, em vajrasana, inspirar e prender a respiração. - Como Arthur, todos estão ficando vermelhos de raiva! Em seguida, soltar o ar em um grande sopro Haaaaaaaaaaa! |
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E, mais uma vez, o canguruzinho foi motivo de gozação! 5- Repetir o tópico 2 , voltando a trabalhar com a risoterapia. |
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Mergulhando na lagoa, Arthur quis ser como o crocodilo 6- Postura do crocodilo Nakrasana. |
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E quase morreu afogado, sendo novamente ridicularizado. 7- Repetir o tópico 2 , voltando a trabalhar com a risoterapia. |
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Outro dia, Arthur saiu todo arranhado porque como os lobos, uivou desafinado. 8. Todos uivando como o lobo, com as mãos na cintura e a cabeça para o céu. |
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Tentou correr como o avestruz, mas só conseguia pular e saltar! 9. Postura do corredor. |
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Por isso, logo ficou desanimado. 10. Sentar com as pernas em sukasana e a coluna bem encurvada. |
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Foi então que ele passou a imitar o elefante. 11. Levantar rapidamente e começar a imitar o movimento do elefante de um lado para o outro. ( dança do elefantinho). |
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Muito sábio, o elefante recriminou-o dizendo:
- Cada um deve ser como é, e com isso ser muito contente!
Mas, o canguruzinho nem ligou para o que o elefante havia dito e continuou tentando ser o que não era. No entanto, a cada nova tentativa, foi ficando mais e mais triste.
E de triste, foi ficando chateado! 12. Em pé coluna envergada. |
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Zangado! 13 Joelhos flexionados, quase de cócoras, olhando para baixo, com a cara fechada.. |
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Emburrado! 14. De cócoras com o cotovelo no joelho e a mão apoiando o queixo: postura do pensador. |
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Em pouco tempo, ele já não brincava e nem falava com os outros bichos.
Não queria nem mais sair da bolsa de sua mãe! 15. De cócoras abraçar os joelhos e esconder a cabeça nas pernas, encolhidinho. |
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Um dia, olhando para fora da bolsa, viu que a bicharada, como ele, estava enfezada, chateada, emburrada.
Parecia até que eles estavam querendo ser o que não eram!
Foi então que, curioso, Arthur quis saber o que estava acontecendo
Ele descobriu que todos os bichos estavam muito bravos com a girafa, que para eles nem ligava.
Imaginem só! Apenas ela conseguia comer as frutinhas amarelas, no alto da árvore. 16- postura da girafa ( prassarita padodatanasana, com a cabeça esticada). |
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De tanto querer ser outra coisa, Arthur nem tinha reparado em uma bela árvore que cresceu rapidamente recheada com deliciosas frutinhas amarelas! 17. Postura da árvore, com os braços abertos para o céu. |
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Preocupado com a tristeza da galera, Arthur logo anunciou:
- Deixe comigo rapaziada, vou resolver essa parada! 18. Peça para seu grupo repetir essa frase com entusiasmo! |
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E dando alguns pulos ... 19. Todas as crianças dão pulos e mais pulos, mãos para a alto, mãos para o chão, pulando como um canguru. |
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Foi enchendo as mãos com aquelas frutinhas maravilhosas!
E como tinha um bom coração, para cada bicho, Arthur deu um montão. 20. Você pode pedir para que as crianças façam o gesto com as mãos juntas como se compartilhando frutinhas com os outros. |
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| A bicharada ficou toda feliz e entusiasmada! E passaram a dizer que queriam ser como o canguru camarada!
Mas Arthur havia aprendido a lição e que se lembrou dos ensinamentos do sábio elefante, disse:
- Ora rapaziada, cada um deve ser como é, e com isso ser muito contente!
E ainda acrescentou:
- Uns rugem, uns uivam, uns pulam, outros nadam e outros cantam. Mas, somente sendo o que somos, podemos ser todos muito, muito especiais! |
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| Obs:podemos terminar a aula pedindo que as crianças imaginem que estão comendo essa deliciosa frutinha e depois introduzir o relaxamento, durante o mesmo podemos repetir três vezes a frase: somente sendo o que somos, podemos ser todos muito, muito especiais! |
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Boa prática
João Soares
Namastê! |
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