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O Principezinho e o Dragão (com ásanas para colorir)
Por: João Carlos Soares

O Principezinho e o Dragão

Para minha mãe que deixou saudades... e para o pequeno Yam que me trouxe encantamento.

Era uma vez um principezinho.

Desde pequeno ele sabia que sua grande missão era enfrentar o Dragão.

Todos diziam que o dragão morava em uma caverna escura no alto das montanhas. Há mais de duzentos anos, ninguém tentava enfrentá-lo, pois diziam que os últimos que tentaram ... foram destruídos.

Muitas coisas eram ditas sobre o dragão:
Que ele tinha olhos de Serpente, corpo de Crocodilo, enormes asas de águia, que seqüestrava donzelas!

Diziam ainda que era ele que colocava fogo nas florestas.

A cada ano, muitas coisas continuavam sendo ditas sobre o dragão:

Que ele era isso... Que ele era aquilo!

Mas, o mais esquisito é que ninguém – ninguém - o tinha visto.

Um dia, o principezinho foi procurar a feiticeira para se aconselhar, pois muito se falava sobre ela.

A feiticeira lhe entregou uma espada e lhe deu dois conselhos: que ele tapasse os olhos ao chegar perto do dragão e que repetisse uma frase quando estivesse lutando contra ele.

Assim munido dos conselhos da Feiticeira e de sua pequena espada, lá foi o principezinho enfrentar o terrível dragão.

Ao se aproximar da caverna, sentiu o cheiro horrível do monstro! Era muito pior do que todos disseram!

Quando entrou na caverna viu milhares de morcegos! Muito mais do que todos disseram!

No meio da caverna viu uma enorme sombra! Era com certeza muito maior do que todos disseram!

O monstro foi se aproximando, e o menino lembrou de seus olhos de Serpente. Deviam brilhar muito mais do que todos haviam dito!

Ouviu o corpo de crocodilo se arrastando rapidamente em sua direção.

Só existia uma salvação, pensou o principezinho: fugir!

Com todo medo que sentia o principezinho não parava de imaginar coisas sobre o monstro. E como num passe de mágica, todas as coisas que seu medo imaginava, passavam a existir.

Ele pensou que o dragão tinha sete asas de cada lado, e elas apareceram na mesma hora!

Se o dragão tinha sete asas, ele também deveria ter sete cabeças! E foi só pensar, que as cabeças foram surgindo uma a uma!

Quanto mais ele pensava mais o dragão se transformava e mais a caverna escurecia!

Com tanto medo o principezinho ia se lembrando do que cada pessoa de seu reino, a cada ano, tinha dito sobre o monstro: e o dragão crescia, soltava labaredas, ganhava mais e mais força.

Uma lágrima escorreu dos olhos do menino e ele sentiu que não teria chance.

Mas, quando já estava quase para desistir e fugir, lembrou-se da Feiticeira... E de repente uma enorme coragem surgiu!

O principezinho tapou os olhos, empunhou sua espada e passou a repetir a frase:

“O que a mente inventa, só o coração enfrenta!”

E quanto mais repetia, mais a coragem vinha.

“O que a mente inventa, só o coração enfrenta!”

E mesmo sem enxergar, golpeava com sua pequena espada, dava pontapés, jogava capoeira, virava estrela e tudo que vinha na sua cabeça...

Em pouco tempo, o dragão, sem força, foi desaparecendo!

Sumiram suas quatorze asas, seus olhos de Serpente, seu corpo de Crocodilo... Sumiu tudo que o povo durante os duzentos anos foi dizendo sobre o dragão.

Quando o príncipe destampou os olhos, percebeu que o monstro havia se escondido atrás de uma pequena rocha. Decidido, se encaminhou para trás da rocha.

Foi então que a caverna se iluminou e ele teve uma grande surpresa: o que o povo há mais de duzentos anos achava que era um dragão, na verdade era...

Um lindo Pegasus!!!

Com essa história o principezinho e seu reino aprenderam uma grande lição: O que a mente inventa só o coração enfrenta!

Agradecimento especial a Evandro Dourado Soares pelas ilustrações.

Namastê

João Soares

Ásanas para colorir e praticar com seus filhos e alunos (clique na figura para ampliar)

                                    


           

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